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Economia

A importância do momento da colheita e pós-colheita do arroz

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Para auxiliar na alta produtividade, o produtor deve prestar atenção em algumas questões práticas na hora da colheita.

A última etapa antes da comercialização do arroz é a colheita, que merece atenção especial e o devido planejamento para ser realizada com sucesso. Qualquer ocorrência prejudicial que ocorra nesta fase coloca em risco o sucesso econômico do produtor devido às perdas de produção, que podem chegar a quantidades significativas.

Segundo a Embrapa, entre outros cultivos de grãos colhidos no verão, o arroz é o que apresenta as maiores perdas. A maior parte do desperdício pode acontecer durante a colheita (10 a 11%), no processamento (12,6%), no armazenamento (7% a 8%) e no beneficiamento (2,4 % a 5%).

A estimativa da produção nacional para a safra 2020/2021 é de 12 milhões de toneladas, 7,2% a mais do que na colheita do último ciclo. O Rio Grande do Sul conta com um total de 969 mil hectares de área plantada de arroz, e a estimativa de produção é de cerca de 7,8 milhões de toneladas, semelhante ao ciclo anterior, quando o estado atingiu a maior média de produtividade da sua história.

Para garantir que toda essa produção chegue da melhor forma possível na mesa do consumidor, o produtor deve prestar atenção em algumas questões práticas na hora da colheita.

Os principais causadores de perdas na lavoura de arroz estão relacionados a fatores existentes um pouco antes da colheita e depois dela: umidade incorreta do grão na hora da colheita e maquinário desregulado. 


Ponto de colheita:

O ponto ideal para a colheita é determinado pelo aspecto da panícula, pelo estágio de desenvolvimento e pela umidade do grão. O teor de umidade que proporciona maior quantidade de grãos beneficiados inteiros varia de acordo com a variedade cultivada e o sistema de manejo.

A umidade ideal para a colheita do arroz é entre 18 e 24%. Se os grãos forem extraídos com um teor mais elevado de umidade, alguns podem não estar completamente desenvolvidos, o que diminui a qualidade do produto. Da mesma forma, se a colheita for realizada tardiamente, o arroz pode ser mais quebradiço durante o beneficiamento, ou nem mesmo servir como semente.

As perdas também podem ocorrer se a colheita for realizada fora de época, sob os efeitos de chuvas em excesso, vendavais, granizo, à debulha ou degrane natural. Ou então se houver o ataque de insetos, roedores e pássaros à lavoura.


Pós-colheita

Após colhido, se inicia outra etapa do caminho do arroz até o consumidor. O produto é transportado, pesado, seco e encaminhado para o armazenamento e depois para o beneficiamento.

É necessário ter alguns outros cuidados para encaminhar os grãos para os seus procedimentos finais, então confira as seguintes dicas:

Transporte:

— Não deixar o arroz exposto ao sol durante um período prolongado e evitar mantê-lo abafado debaixo da lona do caminhão ou outras coberturas plásticas, sob risco de alterar a qualidade do grão.

— Evitar grandes espaços de tempo entre a colheita e a secagem, agilizando o carregamento e o transporte.

— Realizar a limpeza adequada do espaço de transporte, evitando resíduos de cargas anteriores que podem trazer fungos e bactérias.

— Checar a carga com frequência para perceber e reparar eventuais vazamentos de grãos.

— Nunca misturar mais de um tipo de cultivar em um mesmo transportador.

— Secar tão logo realize a colheita ou, no máximo, até 24 horas após;

— Não deixar os grãos úmidos na moega, sem aeração, por período superior a 12-24 horas.




Agrofel

Há mais de 43 anos no Rio Grande do Sul ao lado do agricultor do plantio a colheita com soluções integradas para a busca de altas produtividades.

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