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Pragas da cultura do arroz

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O manejo e as tomadas de decisões de como e quando controlar as pragas são tão importantes quanto a detecção.


A cultura do arroz irrigado é comumente atacada por diversas pragas. Dentre elas estão o percevejo e a lagarta da panícula. O manejo e as tomadas de decisões de como e quando controlar as pragas são tão importantes quanto a detecção.


A incidência de insetos nos últimos períodos das lavouras preocupa os produtores, pois além das altas populações, novas espécies estão atacando essa cultura. “O produtor deve preocupar-se com as pragas, uma vez que temos conhecimento dos seus danos econômicos e do seu histórico de ocorrências. Isso faz toda a diferença na implantação de métodos de controle”, explica o gerente técnico Felipe Dresch, da Agrofel Grãos e Insumos.


Confira abaixo as principais pragas da cultura do arroz. 


Leia também nosso material sobre doenças do arroz.


Percevejo na cultura do arroz

Os danos iniciam quando o inseto injeta sua saliva tóxica, o que provoca a morte da parte interna da planta, dando origem, na fase vegetativa, ao sintoma de "coração morto" e, na fase reprodutiva, às panículas brancas ou à alta percentagem de espiguetas vazias. Caso o controle não seja realizado e os surtos elevados, esse inseto pode reduzir a produção em até 80%.

“O percevejo é uma praga muito perigosa, pois ela pode ser encontrada tanto nas áreas de arroz irrigado, quanto nas áreas de sequeiro. São várias as espécies de percevejos que se alimentam das panículas do arroz. Hoje estamos com a maior parte da lavoura no Estado do Rio Grande do Sul em estágio reprodutivo, cerca de 70%, e ainda outras áreas em estado vegetativo, cerca de 21%. O que pode significar um ambiente propício para os percevejos e um alerta ao produtor: precisamos ficar de olho e atacar a praga”, pondera o gerente.


Lagarta da panícula

É uma das principais pragas, infelizmente, distribuída por todo o Rio Grande do Sul e tem ocorrido em mais de 45% da lavoura. “Aqui no Estado encontramos duas espécies a Pseudaletia adultera e a P. sequax, sendo que a adultera é responsável por mais de 70% da população”, explica Dresch.

As fêmeas fazem as posturas nas folhas e colmos, colocando até 1000 ovos. Após surgem as lagartinhas que atacam as plantas, em média, por 28 dias. Nos primeiros estágios as lagartas se alimentam das folhas e nos demais cortam as panículas. O período crítico da lagarta da panícula vai do florescimento até a colheita. Durante o dia as lagartas encontram-se abrigadas na parte inferior das plantas, subindo a noite para atacarem as panículas.



Monitoramento

“O percevejo é um bicho sugador. Ele se alimenta na base dos colmos, e insere o aparelho bucal no colmo da planta de arroz, em seguida ele suga a seiva, e introduz saliva que contém enzimas que necrosam a área em que eles se alimentam. Na fase vegetativa, o dano resulta no que chamamos de coração morto, ou seja, ele mata a folha central. Já na fase reprodutiva, ele causa a panícula branca, ou seja, as panículas não são formadas corretamente”, explica o gerente técnico. Esses danos causam a redução da fotossíntese na planta, que é convertida em perdas econômicas para os produtores.

Já a lagarta da panícula o monitoramento deve ser realizado na fase crítica. São recomendadas amostragens em que são abertas as plantas para verificar a ocorrência de lagartas ou se existe parte da panícula caída no solo. “Quando forem encontradas 2 lagartas/m², medidas de controle devem ser adotadas, pois, quando estes insetos ocorrem em altas populações os prejuízos na produtividade podem chegar a 20%”, avalia o gerente técnico.

Depois da colheita as lagartas hibernam na lavoura, abrigando-se na resteva, em áreas mais altas. Mesmo com temperaturas baixas no mês de junho, na palha do arroz podem ser encontradas lagartas.



Controle

Manter a área limpa faz toda a diferença na redução de população de pragas. A incorporação da resteva e eliminação das plantas daninhas, nas ruas, taipas e bordas da lavoura, auxiliará na redução da população. A grama existente nestas áreas deve ser apenas cortada, com o objetivo de manter os inimigos naturais.
Outra medida é a rotação de culturas, além de melhorar a produtividade, auxilia no controle das pragas. Neste sistema deve ser semeada uma cultura da qual o inseto não se alimenta. Nas áreas de arroz essa medida está sendo adotada com sucesso, com a utilização da cultura da soja.

A irrigação correta exige uma lâmina de água cobrindo todas as partes da lavoura, pois áreas secas favorecem o desenvolvimento das pragas. O controle químico deve ser adotado quando os níveis populacionais podem causar perdas. “Na escolha do produto é importante aplicar defensivos com registro, eficientes e com baixa toxicidade. O uso de não seletivos resulta na eliminação dos insetos benéficos e pode ocorrer que uma espécie sem importância se torne uma praga primária. Nunca aplique por vários anos o mesmo produto, pois pode causar resistência”, avalia Dresch.

Além dos produtos químicos, os produtores têm procurado utilizar o controle biológico para as pragas. “Outra medida necessária é a destruição das plantas hospedeiras localizadas em torno da lavoura, ou de qualquer outro elemento que possa ter abrigo para os insetos na entressafra”, finaliza o gerente.

Agrofel

Há mais de 43 anos no Rio Grande do Sul ao lado do agricultor do plantio a colheita com soluções integradas para a busca de altas produtividades.

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