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Saiba como identificar o tipo de solo da sua lavoura

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Saiba como identificar o tipo de solo da sua lavoura

O solo é o recurso natural base mais importante para a lavoura. Conhecer sua classificação ajuda o agricultor a entender a própria produção de maneira global, incluindo o comportamento da cultura no ecossistema. Esse entendimento também auxiliar no mapeamento da propriedade e áreas de produção, de modo a adequar o manejo agrícola à produção, tornando a lavoura mais rentável. Por esta razão, conhecer suas características é mais do que fundamental para a obtenção de sucesso na atividade. 


Existem muitas maneiras de classificar um solo, no entanto, dois sistemas de classificação são mais conhecidos e utilizados pelo mundo: o norte-americano, Keys to Soil Taxonomy, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, e o Sistema da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations), das Nações Unidas. Cada um desses sistemas utiliza em seus estudos, diferentes atributos do solo para classificá-lo a partir da cor, textura, profundidade, capacidade de drenagem, teor de matéria orgânica, entre outros.

O sistema de classificação dos solos
Não existe o melhor sistema a ser utilizado para classificação dos solos, o que existe é apenas uma diferença na forma de observar e organizar os atributos para sua classificação entre cada um deles.

No Brasil, utilizamos o SiBCS (Sistema Brasileiro de Classificação de Solos) cuja a essência tem muita influência do sistema norte-americano e da FAO. Segundo a Embrapa, para classificar um solo, o SiBCS utiliza uma chave composta por 6 níveis categóricos: ordem, subordem, grande grupo, subgrupo, família e série.

Antes de conhecer a classificação dos solos, revise as características básicas deles:

- Solo arenoso: solo muito permeável devido à grande quantidade de areia presente nele. Assim, a água infiltra facilmente pelos espaços formados entre os grãos de areia. Normalmente é pobre em nutrientes.

- Solo argiloso:  um dos solos que mais favorece a agricultura. É formado por grãos pequenos e compactos, sendo impermeável. Apresenta grande quantidade de nutrientes.

- Solo humoso: chamado também de terra preta, esse é outro tipo de solo muito indicado para atividades agrícolas. Ele é bastante fértil, pois contém grande concentração de material orgânico em decomposição. 

- Solo calcário: inadequado para qualquer cultivo de plantas, o solo calcário é típico de regiões desérticas. Contém poucos nutrientes e grande quantidade de partículas rochosas em sua composição.

Classificação dos solos mais presentes no Brasil
Diversos tipos de solo estão presentes no Brasil. Dentre eles, destacam-se latossolos, argissolos e neossolos. Juntos, eles compõem aproximadamente 70% do território nacional. Já os cambissolos ocupam cerca de 2,5% do território brasileiro, distribuídos de maneira ampla.

Confira:

Latossolo Vermelho Acriférrico Típico
São solos que sofreram diversas transformações em seu processo e apresentam textura argilosa, tanto em superfície quanto em profundidade, podendo apresentar estrutura de grãos. É bem drenado e profundo, com uma fertilidade natural alta. Possuem altos teores de ferro e baixos teores de nutrientes, indicando a necessidade de adubação e correção da acidez para o uso agrícola.

Eles representam cerca de 39% da área total de solos do País, sendo distribuídos praticamente por todo o território nacional, principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

Por ocorrerem predominantemente em áreas de relevo plano ou suave ondulado, esse tipo de solo facilita a mecanização agrícola e é, portanto, o responsável por grande parte da produção de grãos no Brasil.

Argissolo Vermelho-Amarelo Distrófico Espessarênico Abrúptico
Esse tipo de solo é arenoso em superfície com incremento de argila em profundidade. Por isso, possui alta capacidade de armazenamento de água em profundidade. No entanto, a diferença de textura entre as camadas apresentadas por este solo dificulta a infiltração de água e o torna suscetível à erosão. Sua fertilidade natural é bem baixa, portanto necessita de bastante adubação e calagem.

Os Argissolos Amarelos e Vermelho-Amarelos estão predominantemente no Nordeste e são usados na cultura da cana-de-açúcar, fruticultura (jaca, manga, banana, sapoti, citros, coco, acerola), algumas pastagens plantadas (capins braquiária, pangola e elefante), cultura da mandioca e algumas culturas de maracujá e inhame. 

Neossolo Litólico Eutrófico Fragmentário
São solos rasos, que apresentam pequeno desenvolvimento de formação, onde geralmente a soma das camadas sobre a rocha não ultrapassa 50cm (o que dificulta algumas culturas), estando associados normalmente a relevos mais inclinados. São bem rochosos e íngremes, limitando a mecanização. Apesar de serem solos de alta fertilidade, são suscetíveis à erosão. 

Pelas condições de baixa profundidade, os neossolos podem ter restrições para utilização agrícola. Isso significa que são indispensáveis práticas de manejo conservacionistas para evitar que esses solos sejam degradados.

Cambissolo Háplico Textura Arenosa
Os cambissolos são todos aqueles solos que apresentam textura média ou mais fina e que estão em fases iniciais de desenvolvimento. Apresentam pouca diferenciação das camadas, profundidade pequena - que limita certas culturas - elevado teor de minerais primários (minerais herdados da rocha), alta fertilidade natural e são bem drenados (baixa capacidade de retenção de água).

Devido ao estágio de desenvolvimento, há grande presença de fragmentos de rocha na massa do solo o que limita a mecanização.

Cambissolos com espessura mínima mediana (50-100 cm de profundidade), sem restrição de drenagem, em relevo pouco movimentado, eutróficos ou distróficos, apresentam bom potencial agrícola.

Saber identificar e classificar o solo exerce forte influência na tomada de decisão do produtor, tanto no manejo das terras e das lavouras quanto nos diversos investimentos para o aumento da produtividade. Afinal, diversas questões agronômicas e ambientais podem ser solucionadas ao entender o tipo do solo de seu plantio. 

Além de trazer benefícios diretos na produtividade, ter um bom entendimento do solo ajuda também na comunicação entre todas as pessoas que trabalham utilizando a terra, facilitando as atividades de todos os envolvidos.

Agrofel

Há mais de 42 anos no Rio Grande do Sul ao lado do agricultor do plantio a colheita com soluções integradas para a busca de altas produtividades.

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